Quais são as tendências de consumo e mercado no mundo pós-pandemia?

Categoria: Contabilidade

Postado em 18 de fevereiro de 2021

Já estamos isolados há vários meses desde que o primeiro caso de COVID-19 foi diagnosticado no país. E, desde então, não apenas o Brasil quanto o resto do mundo têm vivido uma forte crise econômica e social.

Algumas tendências já nos apontam como será o mundo pós-pandemia, principalmente aquelas em relação à aceleração da transformação digital e as mudanças de comportamento de consumo da população.

Com a necessidade de continuar atuando neste cenário de instabilidade, é necessário entender as novas mudanças que estão ocorrendo e buscar mais agilidade e valor agregado na prestação de serviços. 

O post a seguir mostrará as principais tendências de consumo e mercado pós-pandemia e como a contabilidade digital deverá agir para entregar o que os clientes desejam e se fortalecer para sobreviver à crise. Continue a leitura! 

Papel da transformação digital na pandemia

O aumento pela busca de serviços digitais e on-line durante a pandemia da COVID-19 mostra que a transformação digital tornou-se uma tomada de decisão fundamental para continuar competitivo no mercado. 

Segmentos que já apoiavam seus negócios em software em nuvem, plataformas digitais e ferramentas tecnológicas, como os escritórios de contabilidade digital, por exemplo, tiveram menos dificuldades em aderir ao home office.  

No entanto, para quem ainda mantinha os serviços da forma tradicional, como os pequenos comércios, foram obrigados a mudar os negócios o mais rápido possível, ou sofrer as consequências de fechar as portas por tempo indeterminado.

De acordo com esta pesquisa da Kantar, 53% dos brasileiros entrevistados pediram delivery de refeições de 2 a 3 vezes na última semana. Além disso, 19% deles disseram que mesmo após a pandemia continuarão utilizando os aplicativos de entrega de comida.

Outro exemplo de como o comportamento de consumo permanecerá alterado mesmo depois da crise do coronavírus é o marketing de conteúdo. 

As regras de isolamento social provocaram um grande aumento de uso da internet, não apenas para trabalho quanto para o lazer também. Quem aproveitou o momento para se conectar com o público por meio de lives, por exemplo, e depois fizeram a retransmissão utilizando outros canais tiveram um alcance 2,6 maior. Além disso, o aplicativo TikTok teve mais de 2 bilhões de downloads ao redor do mundo. 

A pandemia mostrou que, no novo normal, a transformação digital deixou de ser uma escolha e passou a ser uma nova oportunidade

Independentemente do segmento da empresa, estar presente no ambiente virtual não apenas permite que a prestação de serviços permaneça ativa frente a crises como também acompanha o novo comportamento digital do consumidor.  

Entre as maiores tendências digitais potencializadas durante o isolamento social e que ficarão no mundo pós-pandemia, citaremos 4 a seguir: 

Experiências online e offline

A transformação digital já vinha causando mudanças no comportamento de consumo em geral. Porém, com o isolamento social e a necessidade de comprar on-line, estas questões se tornaram ainda mais evidentes. 

Em meio a tanta concorrência, é necessário entender o que o público-alvo espera e trabalhar de acordo para conquistá-lo e mantê-lo. E eles estão cada vez mais exigentes. Um atendimento ineficiente, um site pouco responsivo, falta de estoque, estas são características que fazem com que os clientes desistam de consumir determinada marca. 

O fato é que o cliente de hoje, digitalizado e ciente de seus direitos, espera uma jornada de consumo perfeita, seja ela on-line ou off-line. E as empresas que querem aumentar suas vendas e sobressair precisam colocá-los como prioridade nas estratégias de conexão e vendas. 

Outro movimento global que se acentuou nos últimos meses e que permanecerá no mundo pós-pandemia é a busca pelo propósito. 

A pesquisa global mais recente da Accenture Strategy entrevistou quase 30.000 consumidores em 35 países e descobriu que 62% deles desejam que as empresas tomem uma posição sobre questões atuais. As mais citadas foram: 

  • Sustentabilidade;
  • Transparência; 
  • Práticas empregatícias mais justas. 

Entre as características que mais atraem consumidores além do preço e da qualidade estão: 

  • Marcas que representam algo maior do que apenas os produtos e serviços que vendem, alinhando-se aos valores dos clientes – 52%;
  • Marcas que defendem as mesmas questões sociais e culturais em que os clientes acreditam – 50%; 
  • Marcas que demonstram valores éticos e autenticidade em tudo o que entregam – 62%. 

Estes dados deixam mais evidente que “vender por vender” deixou de ser aceitável. E características como responsabilidade social, sustentabilidade e transparência tornaram-se mais importantes do que qualidade e preço dos produtos/serviços. 

Compras pela internet

De acordo com este relatório da MindMiners, realizado em 8 etapas, em que cada uma delas envolveu 500 pessoas entrevistadas, 14% dizem que passaram a fazer compras on-line. Quando questionados se voltarão a comprar na próxima semana, este número subiu para 24%. 

Empresas que ainda não haviam passado pela transformação digital tiveram que buscar meios rápidos de começar a vender pela internet. E aquelas que já eram digitais, estão indo em busca de um novo diferencial, seja implementando plataformas de marketplace, como a Magazine Luiza, seja criando novas ofertas e incentivos, como promoções, frete grátis, brindes, entre outros.

Este comportamento de consumo digital certamente não será passageiro, já que grande parte da população que evitava as compras on-line por medo percebeu que esta é uma alternativa segura e fácil. Cabem às marcas usarem a criatividade e outras estratégias como marketing digital e investimento em tecnologia para se manterem competitivas.

Cursos, entretenimento e atividades físicas  

Independentemente do vírus estar ativo e a maioria das pessoas permanecerem isoladas, a vida continua, assim como as atividades cotidianas da população. Do mesmo modo que as lojas foram obrigadas a funcionar on-line, isso também aconteceu com os outros aspectos da vida, como cursos, entretenimento e atividades físicas.

De acordo com esta pesquisa da NZN Intelligence, 55% dos entrevistados começaram algum curso durante a pandemia. Além disso, 82% daqueles que nunca haviam feito cursos on-line continuarão investindo nesta prática mesmo depois da crise. 

Este aumento pela especialização digital se dá por dois motivos: o primeiro é a insegurança de se familiarizar ao uso da tecnologia para estar apto ao mundo pós-pandemia. E o segundo, que se estende à procura por atividades físicas que possam ser feitas em casa, é o aumento de tempo ocioso que só se tornou possível por conta do lockdown e abertura parcial da economia.   

Este maior tempo desocupado em casa também tem sido o motivo principal da procura por entretenimento. Dos entrevistados, 30% passaram a assinar algum serviço digital como TV a cabo, plataformas de streaming ou games, por exemplo. A Amazon Prime Video lidera as escolhas com 30% de preferência do público, seguido pela Netflix, que é a escolha de 28%. 

Monitoramento da saúde a distância

A telessaúde já era amplamente utilizada por inúmeros países ao redor do mundo, de acordo com as legislações de cada um deles. No entanto, no Brasil, este tipo de medicina ainda não era aceita.

Desde o início de março, mês em que as medidas de isolamento social tiveram início, o governo brasileiro aprovou o projeto de lei PL 696/2020 que passou a autorizar o uso da telemedicina no país enquanto durar a pandemia do COVID-19. Desde então este atendimento a distância tem sido muito eficiente para evitar lotação em hospitais e tirar dúvidas dos pacientes em relação a diagnósticos simples.

A tendência é que tanto população quanto profissionais se familiarizem com este tipo de assistência, e o governo, assim como instituições de ensino, passem a aceitá-la e inseri-la nas legislações e cronogramas. 

É claro que durante a crise a medicina a distância tem sido muito benéfica. No entanto, no mundo pós-pandemia, munida de novas ferramentas surgidas pela transformação digital, como dispositivos wearables, por exemplo, as possibilidades se mostram ainda maiores. 

Dentre o grande leque de possibilidades da telemedicina, podemos citar:

  • Monitoramento a distância de doentes crônicos em tratamento domiciliar;
  • Redução de custos para seguradoras e planos de saúde, já que o atendimento virtual é mais rápido e mais barato do que consultas presenciais; 
  • Consultas e diagnósticos simples, com eventual encaminhamento para pronto-socorros e hospitais;
  • Prontuários e históricos on-line com possibilidade de acesso entre profissionais e centros de saúde, entre outros.  

Além disso, num país amplo e com tanta desigualdade social como o Brasil, a telemedicina é uma tendência muito positiva para levar mais cuidado e qualidade de vida para os quatro cantos do território.    

E como fica a contabilidade no mundo pós-pandemia?

A necessidade da transformação digital no setor contábil já estava evidente mesmo antes da pandemia. Contudo, a crise econômica causada pelo novo coronavírus intensificou a procura por serviços de contabilidade.

O fato é que a contabilidade tradicional, feita de forma manual e sem envolver ferramentas digitais, não consegue dar o suporte que os clientes estão precisando para sobreviver ao cenário atual e prosperar. 

Ou seja, a mesma tendência tecnológica, que afeta os demais segmentos da economia, impacta diretamente o setor contábil. E apenas a contabilidade digital, que se apoia de forma intensa em recursos digitais, consegue entregar mais conhecimento e agilidade para o time interno quanto comunicação, transparência e resultados para os clientes.

Mas o que é contabilidade digital, afinal?

Contabilidade digital é uma nova categoria contábil que utiliza software e tecnologias emergentes para melhorar a performance dos profissionais. Por meio de análise de dados precisa e em tempo real, agilidade nas entregas, relacionamento personalizado, segurança da informação, produtividade e escalabilidade, o contador se torna estratégia essencial dos negócios dos clientes.

E qual o papel do contador no auxílio às tomadas de decisão? 

Investir em tecnologia para se adequar às novas demandas e comportamentos de consumo do mundo pós-pandemia exige uma grande remodelação de negócios. 

As inseguranças são grandes, principalmente em relação à situação financeira. Quanto posso investir sem comprometer a empresa? Em quanto tempo terei o retorno dos valores investidos hoje? 

Os contadores, atuando como consultores, têm a capacidade de planejar os recursos da empresa de forma que os empresários consigam visualizar o desempenho a longo prazo. Apenas os dados precisos da contabilidade digital e a possibilidade de criar previsões futuras dão a certeza para os clientes de que eles estão tomando as decisões certas. 
A Gestão Contabilidade está atuando no ramo da contabilidade desde 2002 e tem os melhores consultores de contabilidade digital. Acesse o canal do Youtube da empresa e confira mais conteúdos atualizados sobre o mundo da contabilidade!

Comentários

Receba os destaques por e-mail